stamatios
← Voltar ao feed
SpaceX busca espectro para competir com operadoras de celular
Big Tech · Hardware & Chips

SpaceX busca espectro para competir com operadoras de celular

resumo de ~3 min

SpaceX busca espectro para competir com operadoras de celular

A SpaceX está ativamente buscando espectro de radiofrequência que funcione bem em cidades e áreas densas, com o objetivo de montar uma rede wireless completa que concorra diretamente com AT&T, Verizon e T-Mobile. Segundo fontes ouvidas pelo Semafor, a empresa considera tanto a compra de concorrentes para adquirir espectro quanto a participação em um leilão governamental previsto para o próximo ano.

Movimentos recentes

A presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, demonstrou um protótipo de handset móvel a investidores no início do ano, e o Financial Times reportou que ela expressou interesse em construir redes terrestres próprias. Musk também já comprou licenças de espectro da Echostar, de Charlie Ergen, por US$ 17 bilhões. Em setembro de 2025, no podcast All-In, Musk disse que adquirir uma operadora "não está fora de questão".

Números em jogo

O negócio Starlink Mobile deve atingir US$ 15 bilhões em receita este ano, e a SpaceX, em seu pitch de IPO, estimou o mercado endereçável em US$ 740 bilhões. As três grandes operadoras americanas gastaram US$ 110 bilhões na última década acumulando espectro de banda baixa. Uma aquisição de operadora custaria centenas de bilhões de dólares.

Vantagem de custo de capital

O espectro C-band que irá a leilão no próximo ano tem aplicações tanto satelitais quanto terrestres. Se a SpaceX competir nesses leilões, pode forçar as operadoras legadas a contrair níveis insustentáveis de dívida - elas já têm custo de capital elevado e estão mais endividadas que a SpaceX. A empresa de Musk poderia emitir novas ações para cobrir os custos, como fez na compra da Cursor por US$ 60 bilhões em ações no mês anterior.

Reação do mercado

As ações de AT&T, T-Mobile e Verizon caíram 4% em resposta à reportagem. Executivos de telecom publicamente minimizam a ameaça - o CEO da AT&T, John Stankey, disse que a Starlink "chega muito tarde ao jogo" -, mas em privado muitos reconhecem que Musk pode executar a estratégia a um custo muito inferior ao de qualquer concorrente. A análise do Semafor sugere que, para as operadoras, vender pode ser a melhor opção diante da impossibilidade de competir com o custo de capital de Musk.