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Rebrand do Museu Gunnersbury dá identidade modular ao parque
Produto & Design

Rebrand do Museu Gunnersbury dá identidade modular ao parque

resumo de ~3 min

O problema: um lugar invisível

O Gunnersbury Park, em Londres, é um terreno de 72 hectares com prédios históricos, instalações esportivas, jardins comunitários e um museu de história local. Apesar disso, quase ninguém fora da vizinhança imediata sabia da existência do museu. A consultoria Wiedemann Lampe recebeu o desafio de tornar legível um lugar centenário que as pessoas atravessavam sem perceber o que havia ali - e ainda resolver a confusão entre parque e museu, que dividem portão, site e identidade.

A solução: identidade modular

A resposta foi criar um sistema que permite separar ou unir parque e museu conforme a necessidade. Dois símbolos foram definidos: uma árvore para o parque e um edifício com frontão para o museu. Cada um é preenchido com pequenas ilustrações (pássaros, mãos, cerâmica, um olho) que sugerem o conteúdo sem explicar demais. Verde pertence ao parque, roxo ao museu, e quando os dois se combinam, um amarelo vibrante assume o protagonismo - cor que também guia a sinalização no local.

Essa modularidade resolve um problema comum em rebrands de locais compartilhados: a tentação de criar uma única identidade e esperar que funcione para duas entidades distintas. Agora, o museu pode promover uma exposição sem arrastar o parque junto, e o parque pode divulgar um evento sazonal sem depender do peso visual do museu.

Estratégia visual e ilustração

A ideia estratégica por trás do projeto é "Life's Rich Tapestry". Para evitar cair em clichês de fotos genéricas, a direção de fotografia prioriza momentos íntimos e humanos. O conjunto de ilustrações, desenvolvido com a artista Rebecca Sutherland, aposta em especificidade - estações do ano, vida selvagem, artefatos, atividades culturais - como uma biblioteca flexível e crescente, em vez de um conjunto fixo de imagens-hero. Isso permite que a identidade evolua conforme a programação muda, sem necessidade de encomendar campanhas inteiras do zero.

Wayfinding

A sinalização amarela usa estrutura clara baseada em ícones para apresentar opções (museu, café, hub esportivo, estação mais próxima) sem ditar um percurso único. A escolha do visitante é preservada, coerente com a ambição de ser um espaço inclusivo e comunitário. O sistema foi pensado para implementação em fases, conforme o orçamento permitir.

Contexto e ambição

Benji Wiedemann, diretor criativo executivo e cofundador da Wiedemann Lampe, enquadra o desafio como uma questão de crescimento: a equipe e as ambições da organização (Gunnersbury Estate CIC, uma empresa de interesse comunitário) haviam se expandido, e a marca precisava acompanhar. David Bowler, CEO do Gunnersbury Museum and Park, diz que o rebrand "galvanizou" a equipe. O teste real será se a sinalização amarela conseguirá atrair mais visitantes que antes não sabiam que havia um museu ali.