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Neolabs apostam que LLMs vão estagnar e não haverá superinteligência
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Neolabs apostam que LLMs vão estagnar e não haverá superinteligência

resumo de ~3 min

A tese central

Dan Schwarz, da FutureSearch (plataforma de previsões sobre IA), argumenta que os investidores que colocam bilhões nos chamados "neolabs" - startups de AGI fundadas por pesquisadores famosos - estão, na prática, apostando contra a superinteligência. A lógica: se acreditassem que a melhoria recursiva de IA vai acontecer nos próximos anos, não faria sentido investir em desafiantes quando OpenAI e Anthropic já dominam a corrida. A aposta implícita é que os LLMs vão estagnar e que uma abordagem diferente, chegando daqui a uma década ou mais, será necessária.

Os seis neolabs analisados

Schwarz fez previsões sobre seis empresas com cofres multibilionários: Safe Superintelligence (Ilya Sutskever), Thinking Machines (Mira Murati), Reflection AI (Michael Laskin), Ineffable Intelligence (David Silver), Discovery Loop (Jeff Dean) e AMI Labs (Yann LeCun).

As previsões de data mediana para cada uma atingir a fronteira da IA:

Lab Mediana de fronteira
SSI Janeiro de 2029
Reflection AI Junho de 2029
Thinking Machines Dezembro de 2030
Ineffable Junho de 2035
Discovery Loop Junho de 2036
AMI Labs Dezembro de 2037

Três labs (SSI, Reflection, Thinking Machines) correm pela fronteira em 2029-2030. As outras três têm medianas uma década à frente.

Recursos muito inferiores aos incumbentes

O melhor mediano de compute entre os neolabs (Thinking Machines, ~0,75 GW) está uma ordem de magnitude abaixo dos ~10 GW que o Stargate da OpenAI caminha para atingir. O melhor capital mediano equivale a cerca de um sexto da última rodada da OpenAI sozinha.

Destaques por lab

  • SSI levantou ~$8B (incluindo $5B da Nvidia), tem a fronteira mais cedo prevista, mas aposta em equipe mínima (~50 pessoas, apenas 2 contratações verificáveis dos grandes labs).
  • Reflection AI é a que mais contrata (~230 pessoas), com estratégia de modelo aberto, mas compute alugado mês a mês ($150M/mês no Colossus 2 da SpaceX).
  • Thinking Machines já lançou um modelo (Inkling, 975B parâmetros, 13º no ranking), mas longe da fronteira. Pode se tornar um bom negócio sem nunca dominar.
  • Ineffable (David Silver) aposta em arquitetura não-LLM, aprendendo por experiência em vez de dados humanos - visão tipo AlphaZero.
  • Discovery Loop (Jeff Dean) é lida mais como consumidora de modelos de fronteira do que produtora - uma camada de orquestração para pesquisa automatizada.
  • AMI Labs (LeCun) é última em todas as métricas, com arquitetura de world-models invisível a leaderboards de texto. Se LeCun estiver certo sobre LLMs não levarem à AGI, o prazo longo faz sentido.

Conclusão do autor

Schwarz prevê que, quando qualquer neolab tiver algo sério, OpenAI ou Anthropic já terá construído superinteligência.