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Corrente de telas de TV em que cada uma passa o bastão para a seguinte, metáfora das sequências de anúncios em vídeo do Google
Marketing & Growth

Google Ads lança sequências de vídeo que contam uma história

resumo de ~3 min

O Google Ads oferece campanhas de sequência de anúncios em vídeo, que exibem vários clipes em uma ordem predeterminada para cada espectador. Segundo o artigo, esse formato tende a produzir bons indicadores de reconhecimento de marca e alcance, embora seja menos conhecido que outros tipos de anúncio no YouTube. Outros formatos também usam múltiplos vídeos, mas somente as campanhas de sequência rodam em progressão definida.

Seis modelos de sequência

O Google disponibiliza seis modelos, cada um com um propósito:

  • Introduzir e reforçar: expor o espectador à marca com um vídeo longo e reforçar com um curto.
  • Provocar e inspirar: mostrar um vídeo curto e depois inspirar com um longo.
  • Atrair e direcionar: vídeo curto, reforço com um longo e, por fim, outro curto para estimular a ação.
  • Engajar e diferenciar: contar a história da marca em quatro vídeos curtos.
  • Sequência personalizada: o anunciante escolhe a combinação e a ordem.
  • Sequência automática: o anunciante envia os vídeos e o Google otimiza a ordem.

Configuração da campanha

A montagem começa em “Criar campanha sem orientação”, seguida do tipo de campanha “Vídeo”. A opção “alcance, visualizações e engajamentos no YouTube” não exibe a alternativa de sequência de anúncios. Depois se escolhe o subtipo “Sequência de anúncios” e definem-se orçamento diário ou total, datas de início e fim, metas de conversão, geolocalização, segmentos de público, seleção de dispositivos e vídeos relacionados exibidos abaixo do anúncio.

Nesse formato, o anunciante só pode usar o lance de “CPM de destino” e é obrigado a definir limite de frequência, com opções de uma vez a cada 7 ou 30 dias.

Como a sequência é montada

Cada etapa da sequência corresponde a um grupo de anúncios - quatro etapas equivalem a quatro grupos. Cada grupo contém o vídeo do YouTube, os formatos de anúncio (pulável, bumper ou não pulável), uma chamada para ação de no máximo 10 caracteres, um título de no máximo 15 caracteres e um banner complementar exibido em computadores, para dar mais exposição em telas grandes.

A partir do segundo vídeo, é preciso definir transições de etapa em três opções: impressão, visualização ou pulo. Por exemplo, a segunda etapa é exibida se o primeiro vídeo teve uma impressão; a terceira, se o segundo teve uma visualização. As transições podem ser personalizadas conforme a narrativa desejada.

A ferramenta Asset Studio, do Google, permite encurtar vídeos pela opção “Cortar vídeos”, com suporte a vários formatos e durações. A mesma ferramenta pode criar vídeos com IA, mas o autor afirma evitar usá-los em sequência, quando os usa.

Exemplo

O artigo usa a Yarbo, fabricante de cortadores de grama robóticos, como exemplo de sequência “introduzir e reforçar”. A equipe parte do vídeo de demonstração e o divide em duas partes. A introdução é um vídeo de 30 segundos mostrando como o produto funciona e seus benefícios. O reforço é um vídeo de 15 segundos com famílias aproveitando o tempo livre que deixaram de gastar com o jardim. O primeiro tem o título “Economize tempo” e a chamada “Saiba mais”, que leva à página inicial. O segundo tem o título “Promoção do Dia do Trabalho” e a chamada “Comprar agora”, que leva à página principal do produto. A equipe pode testar títulos e páginas de destino.

Com o mesmo vídeo de demonstração, a sequência poderia ter quatro clipes de 15 segundos no modelo “engajar e diferenciar”: o que é a Yarbo; principais recursos (largura da lâmina); principais benefícios (mais tempo com a família); e depoimentos de clientes.

Leitura dos resultados

O objetivo dessas campanhas é gerar demanda e engajamento. O Google fornece métricas como visualizações conquistadas (espectadores que depois assistiram a outro vídeo no canal do anunciante no YouTube), vídeo reproduzido (percentual que assistiu a 25%, 50%, 75% ou 100% de um vídeo) e usuários únicos (total de espectadores do anúncio). Cliques e conversões também podem ser acompanhados, mas a meta declarada é o engajamento. Como exemplo, um vídeo precisa de ajustes se apenas 10% dos espectadores assistirem a 100% dele.