
Marcas revivem heartthrobs dos anos 2000 em campanhas
Marcas revivem heartthrobs dos anos 2000 em campanhas
Nos últimos seis meses, a demanda por "talento millennial de nostalgia" aumentou significativamente no mercado publicitário, segundo Garrett Smith, agente de endorsements da UTA. Marcas estão contratando atores que foram ídolos adolescentes nos anos 1990 e início dos 2000 para campanhas voltadas ao público millennial - especialmente a "mãe millennial".
Exemplos recentes
A Bubly (PepsiCo) lançou em junho um comercial de 85 segundos com Chad Michael Murray (de One Tree Hill e Dawson's Creek), estrelado pela criadora de conteúdo Erin Miller (@overthemoonfaraway, 3,1 milhões de seguidores no TikTok). A peça recria a fantasia adolescente de ter o crush da parede do quarto aparecendo de verdade, com referências de época como calças capri, rabiscos em diários e uma música do All-American Rejects.
Outros casos: a Snackish também contratou Murray para referenciar seu papel em A Cinderella Story (2004); a Vera Bradley trouxe Devon Sawa para transformar uma fanfic de 2002 em um spot de cinco minutos; a Panera reuniu Jared Padalecki e Matt Czuchry (de Gilmore Girls) em uma peça que referencia seus personagens Dean e Logan; e Adrian Grenier fez campanhas para Jarlsberg e Starbucks aludindo a seu papel em O Diabo Veste Prada.
Por que funciona
Kelly Bayett, co-fundadora da produtora Love Song, explica que o contexto atual - complicado e assustador - torna a nostalgia um atalho emocional: ela remete a uma época de alegria simples, sem conotações políticas. Katelyn Meola, diretora de marketing da PepsiCo para bebidas espumantes, reforça que essas memórias coletivas criam conexão e geram engajamento orgânico nas redes.
Tara Bosch, fundadora da Snackish, acrescenta que o segredo é evocar um sentimento genuíno - "a adolescente interior gritando" - e não apenas referenciar a época de forma superficial.
Convergência geracional
O agente da UTA destaca que o talento millennial atrai tanto a geração com poder de compra substancial quanto a Gen Z, que demonstra interesse pela cultura dos anos 2000. Ashley Strom, da Platinum Rye Entertainment, nota que esse tipo de campanha tem "qualidade transportadora" e facilita a cobertura de imprensa, ampliando o alcance.
Ainda há espaço para mais: Strom brincou que gostaria de ver Jonathan Taylor Thomas (de Home Improvement) sair do "esconderijo" para uma campanha.