stamatios
← Voltar ao feed
Alvo com mão robótica e lápis de designer desenhando novos anéis juntos, metáfora da aposta da Target em IA e UX
Big Tech · Produto & Design

Target nomeia primeiro Chief AI Officer e eleva liderança de design

resumo de ~3 min

Mudança na liderança

A Target nomeou Chandhu Nair como seu primeiro chief AI officer, com o cargo de vice-presidente sênior a partir de 24 de agosto, e promoveu Purvi Shah a vice-presidente sênior de experiência do usuário (UX). A empresa afirma que a combinação pretende coordenar iniciativas de inteligência artificial espalhadas pela organização e manter seu desenvolvimento ligado às experiências de clientes, funcionários e parceiros.

Nair será responsável por dar “maior foco e coordenação” aos esforços de IA da Target. A função faz parte do próximo capítulo da estratégia de crescimento da varejista, estruturada em quatro prioridades: autoridade em merchandising, uma experiência aprimorada para o cliente, implantação mais rápida de tecnologia e investimento na equipe e nas comunidades. Segundo os executivos, IA e UX não são uma iniciativa paralela, mas componentes centrais dessa agenda.

IA aplicada ao negócio

Nair disse que pretende começar ouvindo as equipes e estudando a empresa sob a perspectiva de clientes, funcionários e parceiros antes de definir prioridades ou lançar novas iniciativas. Ele afirmou que a Target não quer criar uma estratégia de IA independente, mas aplicar a tecnologia para reforçar capacidades já existentes em suas lojas, no merchandising e na força de trabalho.

Entre os resultados esperados, citou facilitar as compras, oferecer ferramentas melhores aos funcionários, aumentar a confiança em decisões de negócio e acelerar o lançamento de novas ideias. Para ele, o sucesso não será medido pela quantidade de IA implantada, mas pela diferença produzida no crescimento da Target, na experiência do cliente e na capacidade de a equipe realizar seu trabalho.

Shah terá um mandato ampliado para supervisionar a disciplina de design. Ela argumenta que UX deve atuar não apenas sobre interfaces visuais, mas também sobre os sistemas e decisões que as sustentam. Para isso, as equipes de design deverão trabalhar desde o início ao lado de produto, tecnologia, dados e áreas de negócio, em uma prática que chamou de “colaboração radical”.

Integração entre design e inteligência

Os dois executivos dizem que tratar IA e UX como disciplinas separadas pode enfraquecer ambas. Modelos poderosos sem design cuidadoso poderiam gerar confusão ou fragmentação; interfaces bem elaboradas, mas sem inteligência adequada por trás, talvez não atendam às necessidades reais das pessoas.

Shah afirmou que cada projeto deve responder a três perguntas: qual problema está sendo resolvido, para quem e se a solução se ajusta ao contexto de uso. Segundo ela, o mesmo teste vale para agentes de IA e usuários humanos. A meta é que o design influencie também os sistemas internos e as decisões por trás de cada experiência, não apenas aquilo que o público vê.

A Target usa como exemplo a jornada de um cliente que descobre um produto nas redes sociais, navega pelo aplicativo e conclui a compra em uma loja ou com a ajuda de um funcionário. A empresa quer que esse percurso seja confiável, conectado, fácil e agradável, mantendo o mesmo padrão de design em ferramentas destinadas a funcionários e parceiros.

A reorganização ocorre enquanto grandes varejistas tentam aplicar IA generativa a merchandising, cadeia de suprimentos e ferramentas voltadas ao cliente, mas enfrentam o risco de lançar soluções impessoais ou artificiais. A aposta da Target é que um executivo dedicado à IA, acompanhado por uma liderança de design fortalecida, mantenha a expansão tecnológica ancorada nas lojas e nas pessoas, em vez de transformá-la em um objetivo por si só.